O Guilherme fez cinco meses ontem. Acho que já se apercebeu que pode utilizar as mãos para agarrar objectos. Um dos seus favoritos é o meu indicador, que gosta de manter apertado durante períodos longos de tempo.
Ontem a minha esposa ralhou-me por comer queijo. Nunca imaginei que isso fosse crime ou pecado. É certo que tenho uns quilitos a mais, mas não é caso para tamanho sermão por uma fatiazita. Ou duas.
Quando chego a casa, é compreensível que a minha esposa me peça para agarrar o Guilherme. É exactamente nesse momento em que a fome aperta que dá vontade de comer um naco de queijo, à laia de aperitivo. Obviamente que não deixo que o Guilherme agarre o queijo, mas como está sempre a apertar-me o dedo, é óbvio que também ele fique com algum cheiro nas mãos, coisa que irrita o sexto sentido materno, “porque o Guilherme não pode comer queijo, e levar a mão à boca nesse estado pode-lhe fazer mal”.
Fica o caldo entornado, e à falta dele, de aperitivo, a fatia de queijo passa a ter de servir de jantar!
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