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Um dia como este perguntaram-me se amava a fotografia. A princípio não soube o que responder. Pedi um desconto de tempo para pensar.
Pensei no que era o amor. E para isso, pensei em quem amava: a minha esposa, o meu filho, a minha família, os meus amigos… Inclusivamente, pensei no meu gato: sim, acho que o amo, porque me preocupa como se sente, e absorvo o seu sentimento: entristeço-me com a sua tristeza e alegro-me com a sua alegria. Não lhe dou dessas mariquices de comida fina: come dos croquetes mais baratos que cá não há luxos. E só não come restos, porque numa casa a dois pouco sobra.
A fotografia não come restos nem croquetes, mas também não vive. Não me preocupo minimamente por ela e não tem sentimentos que me possa passar. Apenas tenho um desejo egoísta de que se desenvolva no mundo na medida em que eu possa desenvolver o meu trabalho mais facilmente.
Não, fotografia não é coisa que eu possa amar.
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o verdadeiro amor es como os espiritos, tudos falan de elos mais ninguem os viu... ficamos apaxionados sabendo aquelas pessoas o coisas unicas.
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