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Neste artigo do Expresso conta-se o caso de uma mulher que foi apanhada a fazer-se passar pela tia no exame de Língua Portuguesa para estrangeiros que solicitam a nacionalidade portuguesa. Foi apenas repreendida verbalmente e mandada para casa.
O mesmo artigo refere outro caso no mesmo tipo de exame em que um dos solicitantes tentou subornar a professora com dez euros. Ela felizmente não aceitou, mas o caso ficou por aí.
Em ambas as situações os indivíduos tentaram burlar o processo e nada lhes passou. No final, não perderam nada em tentar a burla, e muito provavelmente voltarão a tentar até que ela funcione.
Até há pouco tempo eu ia a um ginásio aqui em Vevey, Suíça. Ou fazia que ia. Pouco importa.
À entrada do ginásio devíamos passar um cartão pessoal através dum digitalizador que dá uma luz verde se o cartão for válido. O responsável por detrás do balcão verificava de vez em quando se a luz era verde, mas como tinha outras coisas a fazer, não exercia um controlo constante. Ora certa vez, num desses controlos aleatórios, um dos meus colegas foi apanhado a entrar com o cartão doutra pessoa. A decisão da direcção do ginásio foi bani-lo do estabelecimento, com efeito vitalício.
A medida poderá ter sido excessiva, mas definitivamente o meu colega ficou a perder, até porque é um dos melhores e mais baratos ginásios da zona, e fica mesmo ao lado do escritório. Seguramente pensará melhor antes de tentar semelhante proeza. E serve de referência para os demais.
Exemplos simples, inofensivos e irrelevantes à escala da justiça nacional de cada país, mas que podem ajudar a compreender porque é que em Portugal aceitamos que muitas vezes não se levem os grandes casos até às últimas consequências.
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