“Só nos faltava mais essa”
Reacção de Oliveira Salazar quando lhe foi comunicada a descoberta de petróleo em Cabinda.
Depois dos anos de guerra na Costa do Marfim, Accra passou a ser o centro da civilização na África Subsariana Ocidental. É uma capital simples de um país sem riquezas naturais que perturbem a paz. E mesmo com a promoção, continua a ser uma cidade completamente africana: há apenas um hotel de alta gama e são muito poucas as áreas ricas para expatriados. Mesmo o bar mais frequentado pela comunidade branca é um reviver do elo entre esta costa africana e a Jamaica: o palco de música ao vivo é coroado por uma imagem gigante de um reggae man.
A noite passa-se em pequenos bares improvisados à beira da estrada, telhados inacabados suportados por pilares em ferro ferrugento. Ao olhar pelo aspecto de subúrbio pobre, prevemos a agressividade típica dos guetos, mas ao atravessar as mesas em direcção ao balcão, sentimos pelo contrário a descontracção de uma gente que não parece rancorosa com ninguém.
O oposto dos vizinhos de Lagos, cuja única real diferença é terem demasiado petróleo.
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